Jornal Cruzeiro do Sul – 15/03/2014

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Luiz Antonio Marrey concedeu entrevista ao jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba, publicada no dia 15/03/2014. Entre os assuntos abordados estão as eleições que acontecem este ano e sua candidatura à Procuradoria Geral do Estado.

Leia a matéria na íntegra:

Marrey alerta para abuso nas eleições

Candidato à Procuradoria Geral de Justiça do Estado, diz que poderá ocorrer abuso de poder econômico

O candidato ao comando da Procuradoria Geral de Justiça do Estado, Luiz Antonio Guimarães Marrey, fez ontem em Sorocaba um alerta para o risco de que as eleições deste ano se transformem “numa sequência interminável de abusos do poder econômico”, caso a Resolução baixada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que limita a atuação do Ministério Público, seja mantida. Conforme a norma, os inquéritos que apurarem crimes eleitorais este ano só poderão ser abertos a partir de pedido do Judiciário, ou quando o infrator for detido em flagrante. “Essa tentativa de limitar o poder da instituição é inaceitável e compromete a sociedade, abrindo caminho para os desmandos”, criticou Marrey. 

Uma petição encaminhada pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, ao Tribunal pede que a Resolução seja alterada, sob o fundamento de que “nada justifica a limitação imposta à atuação do Ministério Público Eleitoral no campo da apuração de infrações penais eleitorais e na ofensa a normas constitucionais”. 

Marrey visitou o jornal Cruzeiro do Sul, onde foi recepcionado pelo presidente da diretoria-executiva da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), Laelso Rodrigues. Na cidade, manteve contatos com promotores de Justiça. Procurador Geral por três vezes, o candidato às eleições para escolha do MP paulista, disse que decidiu tomar novamente parte na disputa que acontece no mês de maio, em atendimento a pedidos que lhe foram encaminhados. 

Marrey defende um Ministério Público mais aberto, transparente e voltado às expectativas da sociedade. “Temos uma agenda que precisa ser cumprida. O MP deve melhorar o canal de interlocução com a coletividade e marcar presença de forma efetiva nos embates que envolvem a prática da corrupção e a violência, temas que preocupam a todos”. 

O candidato também falou do atual momento da instituição. “Carecemos de estrutura, de servidores, de prédios próprios em diversos lugares. Nós temos que garantir melhores condições para o Ministério Público cumprir o seu papel”, afirma. Se for eleito e indicado pelo governador para o cargo, Marrey espera manter uma relação respeitável e cordial com o Judiciário, mas disse ser inaceitável a decisão tomada pelo ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, de pedir a desocupação de salas dentro dos fóruns. 

Em 2013 Sartori determinou que 532 promotores e 1.290 servidores do MP deixassem as acomodações ocupadas em 58 prédios forenses, para ampliar a estrutura judiciária. A medida está suspensa ao menos até o final deste mês. 

Ex-secretário das gestões José Serra e Gilberto Kassab (quando este foi prefeito da Capital), Marrey não considera que o desempenho de funções políticas seja um inconveniente. “Não sou filiado a partido algum, tenho um histórico na carreira e vou trabalhar pelos interesses da sociedade”. 

Uma vez à frente do MP estadual, Marrey terá de acompanhar as investigações no chamado “propinoduto do PSDB”, onde são apuradas denúncias de irregularidades na execução de obras do metrô e da Companhia Paulista de Transporte Metropolitano (CPTM). Ele garantiu que os implicados serão punidos de acordo com a lei, caso sua culpa fique comprovada.

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